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24 imagens duras sobre as mulheres e as crianças e os combatentes de um Daesh derrotado

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24 imagens duras sobre as mulheres e as crianças e os combatentes de um Daesh derrotado

Nasceram no meio de um grupo radical islâmico, um dos mais violentos deste século: são milhares de crianças nascidas no Daesh. Mas que vai ser delas? A Unicef, o fundo das Nações Unidas para a Infância, estima que cerca de três mil crianças com menos de seis anos nascidas em famílias do Daesh e com nacionalidade estrangeira estejam em “condições extremamente graves”.

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“Estimamos que perto de três mil crianças de nacionalidade estrangeira estejam a viver nessas condições. Há muito mais crianças filhas de pais sírios e iraquianos, infelizmente, também com o rótulo do Daesh, muitas delas com menos de seis anos”, disse Geert Cappelaere, diretor da Unicef para a região do Médio Oriente. “São crianças, não são terroristas, têm direito a uma infância e merecem uma oportunidade justa de vida.”

Os números agora revelados pela Unicef, citados pelo “The Guardian”, são bastante superiores aos de relatórios anteriores, uma vez que nas últimas semanas têm chegado muita gente aos campos de al-Hawl, no norte da Síria. Fogem das batalhas no último enclave do grupo radical islâmico no país, Baghuz

“Queremos dar especial atenção a todas as crianças com menos de 18 anos, independentemente do género. Não devem nunca ser separadas das suas famílias”, defendeu Cappelaere

São perto de 30 mil pessoas que agora procuram abrigo e comida ali, algo que as autoridades não têm conseguido providenciar. Chegam sobretudo as mulheres, que foram condenadas à morte no Iraque (muitas em julgamentos sem provas), com os filhos. Entre as crianças, revelam os dados da agência da ONU, perto de mil têm pelo menos um dos progenitores presos no Iraque

Segundo o diretor da Unicef, muitas destas crianças são discriminadas nos campos de refugiados devido à sua descendência. Entre as três mil que têm nacionalidade estrangeira ninguém sabe ao certo o que lhes vai acontecer. O seu destino tornou-se uma complicação, sobretudo para aqueles que são filhos de pessoas que viajaram para Síria (para combater ou casar) e agora querem regressar ao país de origem. Exemplo disso é Shamima Begun , uma jovem britânica que aos 15 anos escapou para território sírio, onde casou com um soldado de nacionalidade holandesa. Recentemente – e com a perda de poder do Daesh – renderam-se e entregaram-se às autoridades. Ele está preso, ela estava grávida e queria voltar ao Reino Unido. O Governo britânico retirou-lhe a nacionalidade e o bebé nasceu num campo de refugiados, onde morreria dias depois

A retirada de Baghouz Cerca de três mil jiadistas renderam-se esta semana às Forças Democráticas da Síria, apoiadas por Washington, no leste da Síria, onde estão a decorrer bombardeamentos contra o último reduto do Daesh. Do califado autoproclamado em 2014 em grandes extensões de território que abrangem a Síria e o Iraque resta hoje apenas um sector muito pequeno da aldeia de Baghouz, perto da fronteira iraquiana

“O número de membros do Daesh que se renderam desde a noite de segunda-feira subiu para cerca de 3.000, três mulheres yazidis e quatro crianças foram resgatadas”, escreveu Musefa Bali, porta-voz das Forças Democráticas da Síria, no Twitter

O regime sírio, numa aliança de combatentes curdos e árabes, está desde dezembro numa ofensiva contra o Daesh, com o apoio de uma coligação internacional antijiadista liderada pelos Estados Unidos. Nas últimas semanas, a presença no local de muitos civis, principalmente famílias de jiadistas, desacelerou a ofensiva. E no interior da bolsa territorial que continua controlada pelo grupo radical islâmico ainda existem “centenas de terroristas estrangeiros”, assegurou o porta-voz da coligação internacional, Sean Ryan

Dezenas de milhares de pessoas já foram retiradas do reduto jiadista desde o final de dezembro, de acordo com o Observatório Sírio para os Direitos Humanos (OSDH). A maioria foi transferida para o campo de deslocados de Al-Hol (no nordeste), onde mais de 66.000 pessoas estão agora, de acordo com o gabinete de coordenação humanitária das Nações Unidas

Desde dezembro, cerca de 113 pessoas – dois terços delas são crianças menores de cinco anos – morreram a caminho do acampamento ou pouco depois da chegada. Iniciada em 2011, a guerra na Síria já causou mais de 360 mil mortos e vários milhões de deslocados e refugiados