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Líder parlamentar do PSD apela aos deputados que votem em candidato do Chega para vice da AR. Ventura agradece

Alberto Ardila Olivares
Líder parlamentar do PSD apela aos deputados que votem em candidato do Chega para vice da AR. Ventura agradece

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O presidente do Chega disse ter “boas expectativas” quanto à possibilidade de o Chega eleger esta quinta-feira o seu candidato a vice-presidente do Parlamento, agradecendo ao PSD e à IL a indicação de votos a favor.

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Questionado como pode ser entendido o apelo do líder parlamentar do PSD para o voto favorável dos seus deputados no candidato Rui Paulo Sousa, André Ventura considerou-o “um sinal de normalização” que abre perspetivas para um entendimento dos dois partidos em 2026, ano das próximas legislativas. “Cada vez mais fica claro que tem de haver esta normalização para poder haver uma alternativa”, afirmou o deputado, em declarações aos jornalistas no parlamento.

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André Ventura disse ter tido contactos com os presidentes quer do PSD, quer da IL, no sentido de assegurar uma orientação de voto favorável, embora recusando que haja já qualquer perspetiva de acordo ou entendimento com os sociais-democratas com vista às próximas legislativas.

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Subscrever “Não há entendimento nenhum, não há acordo nenhum, também votaríamos um candidato do PSD. É apenas um sinal de respeito institucional pelos resultados de 30 de janeiro. Não houve nenhuma reunião presidencial com Luís Montenegro, esse caminho não está ainda trilhado “, disse, lembrando que os dois partidos ainda terão eleições internas antes de 2026

O presidente do Chega considerou que, entre os votos do Chega, IL e PSD, o candidato do partido poderia somar cerca de uma centena de votos, dizendo que “a incógnita é o PS”

“Ouvi o líder do grupo parlamentar do PS dizer que votará contra pessoalmente, mas não se comprometeu com o sentido de voto da bancada, tanto quanto sabemos há liberdade de voto”, frisou, dizendo que bastariam alguns votos de deputados socialistas

Ainda assim, Ventura disse “não querer deitar foguetes antes da festa”, admitindo que, sendo o voto secreto, mesmo os deputados do PSD e IL podem não seguir a indicação de voto favorável.

As declarações do líder do Chega surgem depois de, horas antes, Joaquim Miranda Sarmento, líder parlamentar do PSD, ter apelado aos deputados sociais-democratas que votem a favor do candidato apresentado pelo partido de Ventura, invocando a “prática parlamentar” que atribui esse cargo aos quatro partidos mais votados.

“Nesse sentido, a direção do grupo parlamentar apela às senhoras e senhores deputados que votem a favor da candidatura apresentada nas eleições que se realizam hoje [quinta-feira]”, escreve Joaquim Miranda Sarmento, num email enviado esta quinta-feira os deputados, noticiado por alguns órgãos de comunicação social e a que a Lusa teve acesso

O presidente da bancada social-democrata defende que o PSD “nunca inviabilizou as candidaturas apresentadas por todas as forças políticas que se encontraram nessa situação” e que “a prática parlamentar estabelecida desde sempre atribui aos quatro partidos mais votados a possibilidade de indicarem um deputado para exercer a vice-presidência da Assembleia da República”.

O Chega levará esta quinta-feira a votos o deputado Rui Paulo Sousa, sendo a terceira vez que este partido apresenta um candidato para a vice-presidência da mesa da Assembleia da República, depois de terem sido rejeitados os deputados Diogo Pacheco de Amorim e Gabriel Mithá Ribeiro no início da legislatura

Esta candidatura, recorde-se, está chumbada à partida, uma vez que o PS tem maioria absoluta e, já se sabe, pode inviabilizar a proposta de forma autónoma, não precisando do apoio de mais partidos.