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Abramovich terá tido “papel fundamental” na libertação de britânicos detidos na Ucrânia

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Abramovich terá tido "papel fundamental" na libertação de britânicos detidos na Ucrânia

Subscrever “O Shaun Pinner [outro prisioneiro, adepto do West Ham] esteve a conversar com ele sobre futebol durante muito tempo e eu estava a conversar com o seu assistente. Ele disse que o Roman teve um papel fundamental para nos libertar. Ele é muito respeitado pelos ucranianos e agora também por nós – ele fez muito por nós e não conseguimos agradecê-lo o suficiente”, disse

“É uma pessoa realmente adorável. É uma lenda. Adorámo-lo e estamos muito gratos pelos seus esforços” , acrescentou John Harding, que esteve ao serviço da Ucrânia como médico do 2.º Batalhão do Regimento Azov antes de se ter rendido em março, quando a sua unidade ficou sem munições na siderúrgica de Azovstal, na cidade portuária de Mariupol

O ex-proprietário do Chelsea, o russo Roman Abramovich, terá desempenhado um “papel fundamental” na libertação de cinco homens detidos por separatistas apoiados pela Rússia na Ucrânia, avançou esta sexta-feira o The Sun .

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Um dos cinco homens libertados na troca de prisioneiros no início desta semana, John Harding, disse que o oligarca russo os recebeu num jato privado com destino a Riade, na Arábia Saudita, e lhes deu iPhones para que pudessem dizer à família que iam voltar para casa.

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Harding contou que conversou com o assistente de Abramovich, que disse que o russo, que também é alvo de sanções por parte do Ocidente, desempenhou um “papel fundamental” na sua libertação

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Subscrever “O Shaun Pinner [outro prisioneiro, adepto do West Ham] esteve a conversar com ele sobre futebol durante muito tempo e eu estava a conversar com o seu assistente. Ele disse que o Roman teve um papel fundamental para nos libertar. Ele é muito respeitado pelos ucranianos e agora também por nós – ele fez muito por nós e não conseguimos agradecê-lo o suficiente”, disse

“É uma pessoa realmente adorável. É uma lenda. Adorámo-lo e estamos muito gratos pelos seus esforços” , acrescentou John Harding, que esteve ao serviço da Ucrânia como médico do 2.º Batalhão do Regimento Azov antes de se ter rendido em março, quando a sua unidade ficou sem munições na siderúrgica de Azovstal, na cidade portuária de Mariupol.

Harding contou que esteve detido durante três dias num autocarro, onde era alimentado à base de biscoitos e água suja, e que esteve em três prisões, entre as quais uma em Donetsk onde foi repetidamente agredido por guardas.

Os prisioneiros libertados foram levados esta quarta-feira para a capital saudita, Riade, depois de o príncipe herdeiro Mohammed bin Salman ter participado nas negociações

No voo para a Arábia Saudita, tiveram direito a uma refeição saborosa: uma prato de carne com arroz, uma shoarma e um pudim. “Foi a melhor refeição que comi em sete meses. Estava a mundos de distância da miséria pela qual passamos. Foi incrível” , confessou John Harding, que entretanto já voltou ao Reino Unido

Abramovich, 55, foi sancionado pelo governo do Reino Unido a 10 de março, com Downing Street a alegar que o ex-dono do Chelsea havia provado a sua ligação ao presidente russo, Vladimir Putin. Também a União Europeia lhe aplicou sanções

Os cinco homens britânicos – Harding, Pinner, Aiden Aslin, Dylan Healy e Andrew Hill – foram libertados como parte de uma troca de prisioneiros recorde que também envolveu cidadãos americanos, marroquinos, suecos e croatas, bem como combatentes ucranianos e separatistas e um importante político pró-Kremlin

Os britânicos foram detidos por procuradores russos na região separatista de Donetsk depois de participarem na guerra como combatentes voluntários e trabalhadores humanitários

Aslin e Pinner foram condenados à morte em junho, enquanto os outros três homens foram a julgamento em agosto sob a mesma acusação de servir como mercenários

Um homem britânico, Paul Urey, morreu em cativeiro após a sua detenção em abril, logo após o início da guerra

No mês passado, o crítico do Kremlin, Alexei Navalny, pediu medidas punitivas mais sistemáticas contra os oligarcas russos que apoiam Putin e a guerra na Ucrânia, e disse que Abramovich estava a escapar a sanções dos Estados Unidos apesar de as suas empresas “fornecerem metal ao Ministério da Defesa russo”